Pedro Primo Figueiredo

Ilustração por: Mariana Cáceres

Entrevista por: João Miguel Fernandes (originalmente publicada em 2014)

Ocupação: Jornalista

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1 – Que razões é que te levaram a escolher o curso de Comunicação e Cultura na Faculdade de Letras de Lisboa?

Basicamente queria tirar jornalismo ou algo parecido, mas não tinha notas para tirar o curso na Universidade Nova, que tinha uma média bastante elevada. Não queria sair de Lisboa e o que encontrei mais próximo foi esse curso na Faculdade de Letras. Nem sabia bem se queria ser jornalista ou não, mas foi mesmo uma exclusão de notas. No fundo tinha tudo para correr bem, não foi a maior escola da vida, mas não me tratou mal, e como gostava bastante de comunicar e de tudo o que estivesse relacionado com cultura essa decisão tinha sentido..

2 – Foste director do jornal da faculdade, “Os Fazedores de Letras”. O que achas do jornal hoje em dia?

Perdi o contacto com a maior parte do pessoal. Na altura fui para o jornal através do contacto de um amigo que também foi director. Gostávamos do conteúdo geral, mas achávamos o jornal um pouco limitado. Como gostávamos mais de música tentámos aumentar essa área, porque o jornal estava muito vocacionado para o teatro, poesia, etc. Na altura éramos três directores, eu estive lá um ano e tal, depois a direcção mudou. Tenho o contacto de algumas pessoas que conheci lá, mas relativamente ao jornal perdi o contacto. O fluxo do jornal é mais interno, não sei se ainda está activo ou não e já não vou à faculdade há demasiado tempo. Perdi completamente a noção do jornal actualmente. Sempre achei que era um jornal muito elitista e era isso que queria mudar. Quando tinha vinte e poucos anos a poesia era gira e tal, mas a verdade é que também gostávamos de música. Lembro-me entrevistarmos a Rita Carmo e o João Lopes, duas pessoas muito interessantes, que embora não fossem mainstream enquadravam-se bem no contexto do jornal e do seu público. Na altura a faculdade também tinha concertos meio underground, até os Vicious Five chegaram a tocar lá.

O jornal hoje em dia poderia eventualmente chegar a um público maior, embora seja complicado imprimir mais jornais, mas talvez o caminho do pdf pudesse permitir uma maior expansão. Claro que sou a favor de um jornal impresso com bom grafismo, boa paginação, mas se não for possível chegar lá fisicamente que apostem no digital.
Nunca tive uma cultura académica muito forte, embora tinha sido director de um jornal académico, não tenho nenhum saudosismo académico, para mim era como ir para o liceu, a diferença é que apanhava mais transportes. Nunca tive o culto de ser praxado e trajar. Continuava a viver em casa dos meus pais, era um rapaz tímido, preso ao meu mundo e estava bem em casa.

3 – Como é que foste parar à DIF e como é que acabas por ficar responsável pela cultura até aos dias de hoje?

Hoje estou menos ligado à DIF. Quando fui para Bruxelas tive que me desligar um pouco porque não estava presente fisicamente. Comecei a colaborar com a DIF com a direcção anterior, com o Francisco Vaz Fernandes. Entretanto surgiu uma divergência e surgiu a PARQ. Não me recordo bem como entrei, mas calculo que tenha sido por um email para escrever umas cenas, de certeza que foi isso. Já tinha escrito umas coisas, mas tinha vinte e poucos anos e ninguém ia chegar ao pé de mim para ir escrever para algum lado. Fui apenas à ficha técnica e enviei um email. Lembro-me que dos primeiros textos que fiz foi sobre os The Killers, quando eram uma banda credível. Na altura devo ter feito grandes elogios, mas com o tempo sei que perdi a razão. Isto foi para aí em 2005/2006. Ainda escrevi poucas coisas para a PARQ. A DIF é uma marca que ainda hoje tem influência e muita qualidade. Houve uma altura em que tomei as rédeas da parte musical e fazia alguns contactos. Entretanto fui para Bruxelas e fiquei um pouco sem o papel central que tinha, o que é totalmente natural.

4 – Quais as principais diferenças culturais entre a Bélgica e Portugal?

Os latinos são diferentes de todos os outros, quando estive em Bruxelas o pessoal com que mais me identificava eram maioritariamente latinos. Nós podemos deixar tudo para a última, mas a verdade é que quando pegamos nas coisas fazemos mais e melhor, mesmo se tivermos menos possibilidades. Acho que também tem a ver com o tempo, em Abril tens sol e só queres estar na esplanada, a relaxar. Nós com este estilo gostamos é de ir apanhar sol, apanhar ar, ir para a praia não fazer nada. Se os alemães ou nórdicos tivessem isso também eram como nós. Eles têm que ir para casa ou enfiar-se noutro local porque no inverno é noite as 16h da tarde e chove todo o inverno.

Nós temos uma coisa impressionante que são os centros comerciais gigantes. Quando vivi em Bruxelas havia dois pequenos shoppings e é o centro da Europa. Eles tinham imensos centros pequenos que fechavam as 20h da noite. Isso lembra-me uma história curiosa que aconteceu com uma ex-mulher eslovena de um colega meu, que ficava imensamente espantada por vir a Portugal e às 22h ir à Zara comprar umas calças. Tanto sol e ao mesmo tempo tantos espaços para nos fecharem.

“Colaborava com quase tudo para me divertir, estava na faculdade e sempre dava para poupar uns trocos. Ainda hoje em dia sou amigo da maior parte da malta para onde escrevia. “

5 – Fala-me da tua experiencia na Clix e noutros sites com que tenhas colaborado.

A minha primeira entrevista de sempre foi feita na Clix. Foi aos Scissor Sisters, num hotel de cinco estrelas no Marquês de Pombal, eles iam tocar numa cena da MTV no LUX. Foi muito fixe, são gajos porreiros. Foi um amigo que me desafiou para escrever umas coisas sobre música. Foi uma forte entrada para escrever sobre uns discos, entrevistar uns gajos e ir a uns concertos, mas a motivação nem foi o dinheiro, foi mesmo a cena de conhecer os músicos e ouvir musica à borla. Quando és um puto e vais para um hotel de cinco estrelas entrevistar uma banda internacional é tudo novo e muito fixe.
Os Scissor Sisters têm um estilo muito próprio, mas para a entrevista foram vestidos de forma informal, calça de ganga, t-shirt, foi engraçado vê-los dessa forma.

Colaborava com quase tudo para me divertir, estava na faculdade e sempre dava para poupar uns trocos. Ainda hoje em dia sou amigo da maior parte da malta para onde escrevia. Tive que sair de alguns porque comecei a trabalhar e infelizmente não dá para tudo. Mas ainda há uns anos o pessoal da Rua De Baixo convidou-me para “organizar” uns concertos na PT bluestation e foi fixe. Hoje em dia estamos sempre em contacto com tudo e todos, até com os músicos, já não há aquela separação jornalística.

6 – Com o aumento dos blogs culturais achas que o jornalismo digital é o futuro?

Eu tenho que separar as áreas. Tenho um trabalho na Lusa e adoro fazer isso, mas depois há o tipo de jornalismo cultural que também faço, de sites, etc. Não acho bem que seja uma relação de ser ou não o futuro. É simplesmente uma parte que ninguém pode negligenciar, sejam músicos, sejam promotores. Na altura em que nasceu a RDB havia muito menos sites, porque era difícil criá-los e explorá-los de forma simples. Hoje em dia podes ver uma boa galeria de fotos de concertos quase instantaneamente. Na verdade são uma óptima plataforma para se começar a escrever. O problema é que não há dinheiro neste meio para se evoluir. Se encararem isto como diversão e uma forma de escreverem de forma mais solta, menos de agência, então é fixe. Fará sempre parte do futuro porque é essencial para os músicos chegarem a outras pessoas. Se estiverem dependentes apenas dos grandes meios, das tvs e da rádio, então estarão muito mais limitados. Na tv, por exemplo, havia até há pouco tempo o planeta música, em horários manhosos, assim como o poplusa e outro tipo de programas, mas estão com pouco espaço na tv e hoje em dia com a internet tu vês isso no youtube.

O meio dos jornais também é complicado, vendem-se cada vez menos, há suplementos a desaparecerem, ou com menos fulgor na música. Claro que para os músicos chegar só a um dos sites online não lhes vai dar mais espectadores, mas chegar a dez sim, vai sem dúvida aumentar-lhes a exposição comercial. Por exemplo, os PAUS com pequenas entrevistas para pequenos sites e blogs, acabam por sair mais beneficiados do que aparecerem só no ípsilon, por exemplo, porque o publico deles é mais vasto, está mais disperso, convém que cheguem a toda a gente. É muito bom haver malta que está disposta a criar esses sites e mantê-los. Há pessoas que se disponibilizam para organizar tudo isso. Actualmente os sites já estão numa segunda fase, quando eu entrei e comecei era pessoal maioritariamente da faculdade, hoje em dia, e por exemplo no Altamont, eu tenho o meu emprego, há outro que é comissário de bordo da TAP, outro trabalha numa rádio, outro tem um hostel. Claro que também há colaboradores novos, mas a maior parte faz aquilo por prazer. É malta com o seu emprego, mas que mesmo assim ainda arranjam espaço para escreverem umas “bacuradas”, no bom sentido, escreverem de forma livre. É bom chegar a um patamar em que a banda partilha o que escrevemos e conseguimos ter imensas page views.

 

7 – Como tem sido a experiência na Lusa e como foi a experiência de estares a trabalhar um ano em Bruxelas?

 

Quando acabei o curso fui estagiar para uma empresa de comunicação, mas não estava a gostar muito daquilo, apesar de estar a receber. Depois tive oportunidade de ir fazer um estágio curricular para a Lusa de três meses e como estava a viver com os meus pais decidi arriscar. Por acaso fui ficando na Lusa, com diferentes regimes contratuais, até hoje, isto desde 2009. Estagiei na cultura, depois passei para o país, apanhei as eleições autárquicas de 2009, depois fui para os media, dentro da economia, mas sobre as tvs e jornais, depois entrei na economia e tive a oportunidade de ir como correspondente um ano para Bruxelas, o que foi brutal. Quando voltei regressei à economia e transitei para a política há uns meses. Por um lado é bom andar a transitar de áreas, já fiz fogos na serra, já fiz quadros macroeconómicos, já entrevistei os Suede, Durão barroso, etc, mas por outro lado é tramado porque não tenho conseguido ficar mais de um ano em lado nenhum, por isso ainda não tive aquela estabilidade numa área.

Em Bruxelas foi mesmo muito bom. A Lusa tem lá uma delegação com três pessoas e uma delas é rotativa ano após ano. E eles deram essa oportunidade à malta mais nova, para estarem um ano fora. Apanhei um ano “excelente”, da crise pura e dura, um presidente português, havia ali uma grande portugalidade inerente àquilo e Bruxelas é uma cidade à qual é muito fácil adaptarmo-nos, muito global. É uma cidade onde tens cinquenta nacionalidades e uma grande comunidade portuguesa. Para nós, jornalistas, havia três portugueses, mas depois havia outros jornalistas de outras entidades e acabavas por conhecer mais gente. A nível cultural foi uma grande escola de trabalho e de vida. Lisboa já é uma cidade muito forte, mas Bruxelas é o centro da Europa a nível cultural, passa lá de tudo. Quando havia um concerto que queria muito ver tinha que comprar bilhete com grande antecedência. A diferença para Lisboa é que a uma terça e quarta-feira há sempre concertos e muitas vezes esgotavam, a preços completamente acessíveis e com uma grande concorrência. Alem disso há imensos museus e outras actividades culturais. Na Europa julgo que melhor só Londres, em Bruxelas passa tudo, apanhas o comboio e tens ali França, Alemanha, Holanda, entre outros, é uma centralidade excelente. Para viver durante um curto período, poucos anos, é uma cidade excelente, porque acaba por não ser uma mega metrópole e ao mesmo tempo tens tudo. Se fores um gajo sociável é uma excelente cidade para conheceres pessoas.

8 – Se tivesses que escolher uma pessoa que te influenciou fora da área profissional quem escolhias e porquê?

 

O mais evidente para mim é a minha mãe, de longe. Os meus pais de modo geral, a minha mãe mais, o meu pai influenciou-me na parte musical, porque ouvia muita música boa desde criança, a minha mãe não liga muito a música. Ele não chegava ao pé de mim para ouvir discos, mas punha-os a tocar e eu ia absorvendo aquilo. A minha mãe moldou-me bastante, eu sou um grande produto das pessoas que mais me influenciaram e a minha mãe é a pessoa que melhor me conhece e que está há mais tempo na minha vida e sendo eu rapaz e filho único é normal ter uma proximidade maior com a mãe, pelo menos tenho essa ideia. Eu gosto muito do meu pai, mas há coisas que só conto à minha mãe, por um lado podia ter sentido contar ao meu pai, porque somos homens, mas não. As coisas que mais valorizo em mim vêm da minha mãe, apesar de saber que tenho vários defeitos, não devia ser tão impulsivo por exemplo. O emprego é algo que valorizo bastante, porque hoje tenho, mas amanhã posso não ter. A cultura do trabalho vem claramente da minha mãe.

Hoje em dia vejo pessoas que não têm o mínimo de boa educação e isso choca-me um pouco, porque a boa educação é o mínimo. Eu nunca tive uma cultura de rua, mudámos de casa muitas vezes, por Queluz, Massamá, até aos vinte e tal anos, então nunca tive o conceito de amigos de bairro, os meus amigos eram amigos de escola. Depois conheci pessoal ligado à musica e ao jornalismo.

9 – Tens alguma memória da tua infância que te venha à cabeça?

 

Sim, a minha avó. Eu cresci com os meus avós. E a minha avó paterna foi juntamente com a minha mãe a pessoa que mais me influenciou. Ela morava em Queluz, onde o meu pai cresceu, num bairro chamado bairro das colónias e ela vivia na rua de Timor. Ela ia-me buscar ao infantário, que era lá em frente e acabei por crescer com ela de forma muito presente até ao liceu, porque tinha aulas de manhã no 10º, 11º e ia almoçar a casa dela várias vezes. É uma memória que tenho, que entretanto perdi, ela faleceu quando eu estava na faculdade. Recordo-me uma vez em que no quintal dela peguei numas coisas vermelhas que ela tinha lá na horta e metia-as na boca, subitamente dei um grito porque eram malaguetas. Até hoje não recomendo.

“Todas as crises obrigam-te a ser melhor e isso não é necessariamente mau. Claro que isto não é óptimo, mas temos que saber aproveitar os momentos menos bons. Nos bons momentos damos por adquirido aquilo que já temos e às vezes em momentos de crise tentamos esforçar-nos mais.”

10 – Se mandasses em Portugal e tivesses que mandar a crise embora o que farias?

 

É muito difícil porque não depende só de nós. Por estar tão ligado a isto é tramado responder, porque a minha visão é um pouco dispersa. Tenho algumas bases de economia, do jogo politico que se desenrola, mas infelizmente não consigo responder de forma objectiva. Não é possível contornar esta crise com um piscar de dedos. Gostava que a crise não fosse tão abrangente nas pessoas, mas é muito difícil porque é uma máquina superior a todos nós, dos mercados que dominam tudo. Gostava que as pessoas tivessem qualidade de vida e que as crises fossem geridas ao lado da vida das pessoas. As pessoas sabem que têm que ser menos ambiciosas, mas o tom não devia ser tão negativo. Acredito que isto vai dar a volta, vai demorar alguns anos sim, mas acho que independentemente da cor politica as coisas vão avançando de forma positiva. É preciso é que o povo não seja devastado até lá.

11 – Achas que a crise fomenta a criatividade?

 

Essa é uma boa ideia e sim, acho que todas as crises fomentam a criatividade, sejam amorosas, financeiras ou de identidade. Se conseguires fazer a tua arte sem que a crise não te feche e te bloqueie, claro que sim. Há muitas bandas de intervenção politica, desde a escravatura na América, que viveram graves crises e conseguiram pegar nisso e criar música. É verdade que todas as crises potenciam a criatividade. Eu sinto que em algumas áreas saem melhores textos se a pessoa estiver mais frágil emocionalmente. Pelo menos na escrita, na música, noutras áreas já não sei, mas tem sentido.

Nas crises mais gerais as pessoas têm que se esforçar mais, porque os apoios e os recursos diminuem bastante. Há menos espaço para marcar concertos e fazer dinheiro. Antigamente dava para se apostar mais em bandas novas quando tinhas artistas grandes, com toda a gente a ganhar dinheiro, mas hoje em dia secalhar só consegues pagar a um cabeça de cartaz. Para isso basta falarmos com qualquer músico que eles vão dizer que é complicado em Portugal organizar uma tour. E por isso as pessoas têm que trabalhar mais e ir à luta, inventar, criar outras coisas. Lembro-me da euforia pós Silence 4 em que apareceram várias bandas a cantar em inglês e a pensarem ir lá para fora, hoje em dia já não se pensa tanto assim e essa euforia acalmou. Todas as crises obrigam-te a ser melhor e isso não é necessariamente mau. Claro que isto não é óptimo, mas temos que saber aproveitar os momentos menos bons. Nos bons momentos damos por adquirido aquilo que já temos e às vezes em momentos de crise tentamos esforçar-nos mais.

12 – Fala-me de uma pessoa do teu campo profissional que te tenha influenciado ou ensinado algo.

 

Tenho dois campos profissionais para mim, um campo jornalista convencional, ligado à política, economia, etc, depois tenho o outro campo, que tenho há mais tempo, o campo ligado à escrita nos sites, sobre música, etc. Começando pelo primeiro campo, nomeadamente o da Lusa, há uma pessoa que me influenciou muito a meio do percurso, o André Campos, que é o chefe da delegação da Lusa em Bruxelas. Quando lá estive foi uma pessoa absolutamente decisiva na minha integração, deu-me outro tipo de jornalismo e experiência fora de tudo o que tinha. Ele junta um grande talento ao facto de actualmente ser um grande amigo meu, então foi um ano especial para mim, de grande transição. Ele apareceu num momento em que eu já não era tão novo, mas acabou por me influenciar a nível profissional e pessoal, lá e cá.

Do outro campo profissional vou dar um exemplo um pouco diferente, o David Fonseca. Quando era puto não ouvia muito Silence 4, mas havia sempre alguém na escola que tocava as músicas deles. Nessa altura via o David Fonseca como um gajo mediático, com uma banda muito bem sucedida. Há um dado objectivo, o David Fonseca está ligado aos dois projectos nacionais que mais venderam nos últimos anos, os Silence 4 e os Humanos e há que dar muito valor a isso. À medida que fui avançando na minha carreira é curioso observar que fui criando uma relação afectiva reciproca, seja através de comentários, mensagens, para mim quer dizer que secalhar até fui fazendo algo certo na minha vida, porque basicamente sinto que evoluímos os dois. E ele é super profissional, lembro-me de uma vez que o fui entrevistar as 19h e tal e o David estava a dar entrevistas desde as 9h da manhã. Eu na altura era um puto, e ele mantinha ali toda a postura, com todo o profissionalismo e simpatia. E isso é sinal de uma pessoa que sabe trabalhar. Além disso é para aí o único grande fã de Ryan Adams em Portugal além de mim.

Também posso ir buscar o exemplo dos Linda Martini, em específico do Hélio Morais do qual sou mais próximo, isto porque foi pessoal que nas bandas antigas tocaram na minha escola, acabei por crescer a par com eles, apesar de serem um pouco mais velhos que eu. Depois é giro ver a evolução das pessoas, desde tocarem em escolas, barracões até hoje, por exemplo o Hélio tem um grande respeito da massa mais jovem e isso é óptimo, é malta que eu admiro e que tenho grandes recordações. Fomos todos evoluindo e gosto de ver isso. Espero que daqui a dez anos estejam todos a tocar músicas e eu a escrever sobre música para algum lado.

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